Revista de Estudos Culturais e da Contemporaneidade - ISSN: 2236-1499

O SER PSICÓLOGA E ANTROPÓLOGA: uma breve reflexão sobre (com) o ser criança

D.O.I.: 10.13115/2236-1499.2013v1n8p80

CRISTIANY MORAIS DE QUEIROZ1

"O mundo interior da criança pode ser comparado, de forma analógica, com uma casa com muitas portas, atrás de cada uma das quais se esconde um universo secreto possível de ser desvendado por quem nele ouse entrar. Entrar não significa espionar: entrar significa mergulhar em um universo que espelha a alma profunda deste tão grande pequenino ser". (FRIEDMANN: 2005, p.12).

RESUMO:

O presente artigo objetiva realizar algumas reflexões acerca da Antropologia da Criança, longe de ser um estudo exaustivo, mas introdutório e, a meu ver, importante em termos reflexivos, para os profissionais que se dedicam ao atendimento de crianças em seus consultórios. O conceito de infância é abordado a partir de uma perspectiva ocidental com observações realizadas num consultório de psicologia, durante os atendimentos infantis, fazendo um rápido paralelo com os autores que se dedicaram a esse tema na antropologia, como: Margaret Mead, Florestan Fernandes, Clarice Cohn, dentre outros estudiosos. Questionamentos dos tipos: o que é a criança?, O que é ser criança?, Como vivem e pensam as crianças?, O que significa a infância?, Quando ela acaba? Perguntas feitas por antropólogos que se dedicam a essa área e um tanto complexas de serem respondidas se ampliarmos a nossa visão desenvolvimentista, cronológica e evolucionista da psicologia do desenvolvimento, onde a maioria das teorias impõe formas de ser e pensar sobre determinadas fases do crescimento. Portanto, este trabalho tenta "romper" com a objetividade, fazendo uma leitura do curso da vida para além do conceito ou das atribuições ocidentais, visto que o ser criança parte de uma construção social e simbólica da realidade, este ser não mais sendo percebido como um receptáculo das funções sociais, mas fazedor de cultura.

Palavras-Chave: Criança; Cultura; Infância; Desenvolvimento.

ABSTRACT:
This article aims to make some reflections on the anthropology of the Child, far from being an exhaustive study, but introductory and, in my view, important in reflexive terms, for professionals who are dedicated to caring for children in their offices. The concept of childhood is approached from a Western perspective with observations made in practice of psychology, during children's care, making a fast parallel with the authors who are dedicated to this topic in anthropology, as Margaret Mead, Florestan Fernandes, Clarice Cohn, among other scholars. Types of questions: what is the child ?, What is being a child ?, How children think and live ?, What does childhood ?, when it ends? Questions asked by anthropologists who are dedicated to this area and somewhat complex to be answered if we widen our developmental, chronological and evolutionary developmental psychology, where most theories imposes ways of being and thinking about certain phases of growth vision. Therefore, this paper tries to "break" with objectivity, doing a reading of the course of life beyond the concept or the Western powers, since the child be part of a social and symbolic construction of reality, this is no longer perceived as a receptacle of social functions, but a doer of culture.

Keywords: Children; culture; childhood; Development.

 

Revista de Estudos Culturais e da Contemporaneidade - ISSN: 2236-1499

Capa/Sumário Diálogos N.° 8

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